23 março, 2007

Degelo


San Petersburgo, Russia, o degelo do rio antes do tempo.

19 março, 2007

14 março, 2007

Aquecimento Global

A subida do nível do mar e o degelo dos pólos podem ser fenómenos bem mais graves do que se previa, de acordo com os oceanógrafos da agência espacial norte-americana, NASA. Publico.pt


É um fenómeno dependente de vários factores difíceis de quantificar e de prever, logo qualquer calculo que se faça tem uma incerteza muito elevada. O certo é que o Degelo está a acontecer a um ritmo que não era previsto.

07 março, 2007

Encostas a face...

Encostas a face à melancolia e nem sequer
ouves o rouxinol. Ou é a cotovia?
Suportas mal o ar, dividido
entre a fidelidade que deves

à terra de tua mãe e ao quase branco
azul onde a ave se perde.
A música, chamemos-lhe assim,
foi sempre a tua ferida, mas também

foi sobre as dunas a exaltação.
Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia.
É dentro de ti
que toda a música é ave.

Eugénio de Andrade

06 março, 2007

Verdade ou mentira

Verdade, mentira, certeza, incerteza…
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?
O cego pára na estrada,
Desliguei as mãos de cima do joelho

Verdade, mentira, certeza, incerteza são as mesmas?
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade
— os meus joelhos e as minhas mãos.
Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.

Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos
...

05 março, 2007

Casa arrobada, trancas na porta.


"Contra a violência escolar e a burocratização no sector




A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu hoje mais autoridade para os professores, escolas e conselhos executivos para combater a violência escolar e alcançar um quadro legal mais flexível e menos burocrático.



Já não era sem tempo, mas espero que a burocracia não atrapalhe

Intolerância ao leite de vaca


"Se é intolerante à lactose, ou pelo menos não se sente bem após beber um copo de leite, e pensa que a sua condição é anormal, não podia estar mais enganado.


O normal é não nos darmos bem com o leite de vaca. E essa característica já nos acompanha há uns milhares de anos, pelo menos desde o período Neolítico, diz um grupo de investigadores na última edição da revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

...

Actualmente aqueles que evoluíram geneticamente e conseguem experimentar os benefícios da lactose, ou seja, beber um bom copo de leite sem sofrer, representam 90 por cento das pessoas, diz o estudo." Publico.pt


Bem que podia pertencer aos 90%, que azia!

Sonda Cassini


04 março, 2007

3 Março - Eclipse total da Lua

"O internauta Francis Williamson fez este registro na região do Algarve, em Portugal. O fenômeno foi visível, ao menos parcialmente, em todos os continentes. "

O fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em um alinhamento quase perfeito.


O próximo eclipse lunar visível a partir da Europa será em 21 de fevereiro de 2008.

27 fevereiro, 2007

Uma Após Uma

Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva ’spuma
No moreno das praias.

Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o ’spaço
Do ar entre as nuvens ’scassas.

Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.

Só uma vaga pena inconseqüente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.

Ricardo Reis

22 fevereiro, 2007

O Mar e Tu







Andrea Bocelli & Dulce Pontes

16 fevereiro, 2007

TORTURA




Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
– E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...



Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
– E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

FLORBELA ESPANCA (1894-1930)


A VIDA



É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia,
A gente esquece sempre o bom de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

FLORBELA ESPANCA



15 fevereiro, 2007

L'altra notte in fondo al mare


Roxana Briban