O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa
21 março, 2015
20 março, 2015
Eclipse solar total.
O eclipse solar ocorre quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol.

Pode-se acompanhar o eclipse pelo site slooh.com
ou Observatório Astronómico de Lisboa.
Em Portugal, o eclipse começa pelas 8:00 (hora de Lisboa) e termina pelas 10:00, com o seu pico a acontecer pelas 9:00, dependendo também do ponto do país onde se encontra. Neste caso não é total.
Amanhã também se dá o Equinócio da Primavera às 22h45min hora de Lisboa
E como há um alinhamento entre o Sol e a Lua teremos também mares-vivas.
Eclipse de 10 Dez 2011

Neste caso, a sombra da Lua ira passar
sobre o Atlântico Norte e o Oceano Árctico, começando na Gronelândia, passando na Islândia e no Reino Unido, segue pela Noruega finalizando no Pólo Norte.
Pode-se acompanhar o eclipse pelo site slooh.com
ou Observatório Astronómico de Lisboa.
Em Portugal, o eclipse começa pelas 8:00 (hora de Lisboa) e termina pelas 10:00, com o seu pico a acontecer pelas 9:00, dependendo também do ponto do país onde se encontra. Neste caso não é total.
Amanhã também se dá o Equinócio da Primavera às 22h45min hora de Lisboa
E como há um alinhamento entre o Sol e a Lua teremos também mares-vivas.
Eclipse de 10 Dez 2011
19 março, 2015
18 março, 2015
14 março, 2015
Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
de: Vinícius de Morais
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
de: Vinícius de Morais
13 março, 2015
12 março, 2015
EU
Há questões que não dá para entender.
Numa comunidade em que existe a livre comercialização e circulação de produtos como é que existe tantas e diferentes taxas aplicadas?
Se "...os países hoje não têm total liberdade para alterar a estrutura de taxas, apenas para alterar dentro de alguns limites, as taxas que já possuem"
Que mercado único é este?
Precisa-se de um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos,
basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor..
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
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