12 abril, 2007
23 março, 2007
19 março, 2007
14 março, 2007
Aquecimento Global
A subida do nível do mar e o degelo dos pólos podem ser fenómenos bem mais graves do que se previa, de acordo com os oceanógrafos da agência espacial norte-americana, NASA. Publico.ptÉ um fenómeno dependente de vários factores difíceis de quantificar e de prever, logo qualquer calculo que se faça tem uma incerteza muito elevada. O certo é que o Degelo está a acontecer a um ritmo que não era previsto.
07 março, 2007
Encostas a face...
Encostas a face à melancolia e nem sequer
ouves o rouxinol. Ou é a cotovia?
Suportas mal o ar, dividido
entre a fidelidade que deves
à terra de tua mãe e ao quase branco
azul onde a ave se perde.
A música, chamemos-lhe assim,
foi sempre a tua ferida, mas também
foi sobre as dunas a exaltação.
Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia.
É dentro de ti
que toda a música é ave.
Eugénio de Andrade
ouves o rouxinol. Ou é a cotovia?
Suportas mal o ar, dividido
entre a fidelidade que deves
à terra de tua mãe e ao quase branco
azul onde a ave se perde.
A música, chamemos-lhe assim,
foi sempre a tua ferida, mas também
foi sobre as dunas a exaltação.
Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia.
É dentro de ti
que toda a música é ave.
Eugénio de Andrade
06 março, 2007
Verdade ou mentira
Verdade, mentira, certeza, incerteza…
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?
O cego pára na estrada,
Desliguei as mãos de cima do joelho
Verdade, mentira, certeza, incerteza são as mesmas?
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade
— os meus joelhos e as minhas mãos.
Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos
...
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?
O cego pára na estrada,
Desliguei as mãos de cima do joelho
Verdade, mentira, certeza, incerteza são as mesmas?
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade
— os meus joelhos e as minhas mãos.
Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos
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05 março, 2007
Casa arrobada, trancas na porta.

"Contra a violência escolar e a burocratização no sector
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu hoje mais autoridade para os professores, escolas e conselhos executivos para combater a violência escolar e alcançar um quadro legal mais flexível e menos burocrático.
Já não era sem tempo, mas espero que a burocracia não atrapalhe
Intolerância ao leite de vaca

"Se é intolerante à lactose, ou pelo menos não se sente bem após beber um copo de leite, e pensa que a sua condição é anormal, não podia estar mais enganado.
O normal é não nos darmos bem com o leite de vaca. E essa característica já nos acompanha há uns milhares de anos, pelo menos desde o período Neolítico, diz um grupo de investigadores na última edição da revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
...
Actualmente aqueles que evoluíram geneticamente e conseguem experimentar os benefícios da lactose, ou seja, beber um bom copo de leite sem sofrer, representam 90 por cento das pessoas, diz o estudo." Publico.pt
Bem que podia pertencer aos 90%, que azia!
04 março, 2007
3 Março - Eclipse total da Lua
"O internauta Francis Williamson fez este registro na região do Algarve, em Portugal. O fenômeno foi visível, ao menos parcialmente, em todos os continentes. "O fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em um alinhamento quase perfeito.
O próximo eclipse lunar visível a partir da Europa será em 21 de fevereiro de 2008.
27 fevereiro, 2007
Uma Após Uma
Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva ’spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o ’spaço
Do ar entre as nuvens ’scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconseqüente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Ricardo Reis
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva ’spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o ’spaço
Do ar entre as nuvens ’scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconseqüente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Ricardo Reis
22 fevereiro, 2007
16 fevereiro, 2007
TORTURA
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
– E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
– E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
FLORBELA ESPANCA (1894-1930)
A VIDA
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia,
A gente esquece sempre o bom de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
FLORBELA ESPANCA
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