21 setembro, 2006

Pensamento

"O único sitio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."
Albert Einstein

Cassini


Novo anel de Saturno
descoberto pela sonda Cassini

20 setembro, 2006

Música

Novo serviço de download de música na UE.
O eMusic, uma nova plataforma de venda de música que acaba de ser lançada em simultâneo nos 25 países da União Europeia, incluindo Portugal.

Mariza


É preciso ter azar, Mariza estava a participar no Festival Internacional de Música de Banguecoque, quando foi declarado "estado severo de emergência" no país.
Golpe de Estado na Tailândia

18 setembro, 2006

Degelo







Desprendimento da parte da frente do glaciar Helheim Gletscher, a sueste da Groenlândia, Maio de 2005. Este glaciar é um dos que mais rapidamente se está movendo do mundo. (Fotos: ASA/Science)

15 setembro, 2006

HAT-P-1 - Novo Planeta Gigante


Se Plutão deixo de ser classificado como planeta devido a definição do que era um "planeta". Este novo planeta encontrado 450 ano-luz da TERRA, poderá obrigar a reavaliar as teorias sobre a formação dos planetas.

...
"O HAT-P-1 é o maior planeta alguma vez detectado, com um diâmetro quase um terço maior do que o de Júpiter mas com metade do peso. Contrariamente a Júpiter, Saturno e a outros “gigantes de gás”, este planeta não tem um núcleo sólido, afirmam os cientistas do Observatório Astrofísico Smithsonian, da Universidade de Harvard." O Publico

Fado português

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio

12 setembro, 2006

11 de Setembro 2001


Por mais simbolismos,
apelos a paz,
o terrorismo não descansa.

Onde anda a liberdade dos HOMENS?

09 setembro, 2006

REVERÊNCIA


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer,
O quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e reflectir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso, e com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivênciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.

E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer adeus.
Principalmente quando nos sentimos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente eléctrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las. Ter a noção exacta de nossas próprias vidas,
Ao invés de ter noção da vida dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Carlos Drumond de Andrade

08 setembro, 2006

Nuclear? Não obrigada.


Atomic Bomb


A bomba é um segredo de polichinelo

"... A receita para construir uma bomba atómica é um segredo difícil de desvendar ou está ao alcance de qualquer pessoa com sólidos conhecimentos de física?...
O projecto começou com Dave Dobson e David Pipkorn, seleccionados porque, apesar de físicos, eram perfeitos "inocentes nucleares." Mas Pipkorn deixou o trabalho e foi substituído por Bob Selden. As regras do jogo eram "descobrir se é possível conceber um explosivo nuclear credível, com um esforço modesto de poucas pessoas com boa formação e sem acesso a fontes classificadas. O objectivo é desenvolver planos para um explosivo nuclear que permitisse a uma pequena nação ganhar uma vantagem significativa em termos internacionais." Deveriam imaginar-se cientistas com as condições que teriam os de um pequeno país não industrializado.
Mesmo nesses tempos pré-Internet, o projecto foi um sucesso. ..."
(Publico)


Uma semana depois de Teerão ter recusado suspender enriquecimento de urânio (07 de Setembro 2006)
Potências mundiais discutiram aprovação de sanções contra o Irão

06 setembro, 2006

Indignação!!!!!!!!!!!!!!

Corrupção: Inquérito a Fátima Felgueiras arquivado

Vale a pena ser-se politico neste pais
Vale a pena fugir a Justiça
Vale a pena brincar com o dinheiro dos contribuintes
Que neste pais ninguém é responsabilizado por nada

04 setembro, 2006

03 setembro, 2006

Eu sei e você sabe?

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.


Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!


Vinicius de Moraes

15 agosto, 2006

POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Alvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Em todos os jardins

Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.
Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.
Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como um beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.

Sophia de Mello Breyner Andresen