27 fevereiro, 2015

Gregos


Bem ou mal, tudo é discutível, eles lá vão tentando lutar contra uma austeridade imposta por alguns "iluminados", que na prática nada sabem.
Uma comunidade europeia formada por ideais de democracia, livre comércio e igualdade de oportunidades que na realidade nada disto acontece
Que justificação existe para que os países com maior dificuldade para se financiarem tenha taxa de juro mais elevadas e os outros que não tem dificuldade (aparentemente) tenham-nas muito inferior. Que igualdade é esta?
Que moral têm eles para impor regras?
Isto é ridículo.


Os Amigos Nunca São para as Ocasiões


Lendo um pouco, para o descanso da mente e/ou paragem na escrita, já que as ideias adormecem com o aglomerado de gráficos. Agradou-me esta "explicação de português" de Miguel Esteves Cardoso. Aqui fica:

Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre. A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo. A amizade é puro prazer. Não se pode contaminar com favores e ajudas, leia-se dívidas. Pede-se, dá-se, recebe-se, esquece-se e não se fala mais nisso.

A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios. É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais. Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.

Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade.

Miguel Esteves Cardoso, em 'Explicações de Português'

ILUSÃO

Fomos Vítimas de uma Ilusão

Não creio que tenhamos falhado. Fomos vítimas de uma ilusão que não foi só nossa, a de que Portugal fosse capaz de arrancar-se à «tristeza vil e apagada» em que mais ou menos sempre tem vivido. Imaginámos que seria possível tornarmo-nos melhores do que éramos, e foi tanto maior o tamanho da decepção quanto era imensa a esperança. Ficou a democracia, dizem-nos. A democracia pode ser muito, pouco ou quase nada. Escolha cada qual o que lhe pareça corresponder melhor à situação do país...

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1994)'

26 fevereiro, 2015

Thinking Out Loud



Ed Sheeran - Thinking Out Loud [Official Video]

Há sempre alguém que nos diz: tem cuidado


25 fevereiro, 2015

pH